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Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

sexta-feira , 2 Dezembro 2016

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Assinalou-se no passado dia 25 o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Mulheres e raparigas, dentro e fora da UE, continuam a ser vítimas de violência generalizada. Em todo o mundo, mulheres e raparigas continuam a ser espancadas em casa, exploradas sexual e economicamente, vítimas de agressões na rua ou no trabalho, assediadas em linha ou ao praticar desporto, violadas, mutiladas ou forçadas a casar. Vergonhosamente, uma em cada três mulheres na UE já foi vítima de alguma forma de violência baseada no género durante a sua vida.

Quase 25% das mulheres da UE já foram vítimas de violência física e/ou sexual dos seus companheiros desde a idade de 15 anos. Mais de um em cada quatro europeus pensa que as relações sexuais sem consentimento podem ser justificáveis. Mais de um em cada cinco europeus considera que frequentemente as mulheres inventam ou exageram as suas queixas de abuso ou violação.

As vítimas de violência, muitas vezes, não denunciam o crime. As testemunhas têm por vezes relutância em agir. Urge combater esta situação e os estereótipos que fragilizam as vozes femininas e mostrar que a violência contra as mulheres é inaceitável e não pode ser tolerada por ninguém.

As mulheres e as raparigas são particularmente vulneráveis em situações de conflito e de emergência em que se multiplicam as ocorrências de violência, extorsão, tráfico de seres humanos, exploração e diversas formas de violência baseada no género. Em consequência, milhões de mulheres e raparigas são forçadas a abandonar as suas casas. No entanto, quando se encontram em viagem ou procuram refúgio nos campos de refugiados, as mulheres e as raparigas enfrentam riscos acrescidos de violência por parte de outros migrantes, de traficantes e mesmo das autoridades, em alguns países terceiros. Quase todas as vítimas de tráfico para exploração sexual na UE são mulheres e raparigas provenientes de países terceiros após jornadas perigosas.

Os projetos humanitários da UE relacionados com a violência baseada no género chegarão a cerca de 3,4 milhões de mulheres, homens, rapazes e raparigas em todo o mundo. Ontem, a Comissão Europeia lançou uma série de ações para 2017, com vista a combater todas as formas de violência contra as mulheres e as raparigas. Foram atribuídos 10 milhões de euros para apoiar as medidas de base para prevenir a violência de género e apoiar as vítimas na União Europeia. O objetivo é fornecer informação e aumentar a sensibilização para a violência contra as mulheres, tendo por alvo o público em geral bem como os profissionais que podem ajudar a mudar esta situação: agentes da polícia, professores, médicos ou juízes, entre outros.

Temos que dizer não, de uma vez por todas, a esta clara violação dos nossos direitos fundamentais.

Todas as mulheres e raparigas devem poder viver livres do medo e da violência, quer seja na União Europeia, quer em qualquer parte do mundo.

 

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