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Conselho Europeu de Investigação financia 3 invenções portuguesas

sexta-feira , 22 Janeiro 2016

Utilizar bichos-da-seda biónicos para criar fibras super-rígidas, recorrer a um novo tratamento para feridas crónicas com base em inalantes médicos ou empregar a engenharia reversa dos processos de construção medieval no restauro do património arquitetónico da Europa. Estas são apenas algumas das invenções de beneficiários de bolsas do Conselho Europeu de Investigação (CEI), que receberam financiamento adicional para explorar o potencial comercial ou inovador da sua investigação.

O CEI já anunciou os resultados da terceira ronda do seu concurso a bolsas no âmbito da Prova de Conceito 2015. No total das três rondas do concurso, 136 beneficiários de bolsas CEI foram contemplados por este regime de financiamento adicional.

Em Portugal, houve 3 beneficiários destas bolsas adicionais do CEI:

  • Rui Costa, da Fundação D. Anna Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud, com o projeto BrainControl, que aborda um controlo estável do cérebro sobre a máquina mediante uma interface autónoma de utilização passível de ser aprendida;
  • Edgar Gomes, do Instituto de Medicina Molecular, com o projeto Muscleguy, que consiste num novo sistema in vitro 3D para despiste e validação de medicamentos em perturbações musculares;
  • António Jacinto, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa, com o projeto Emodi, que trata da modulação da resistência epitelial no tratamento de doenças.

As bolsas para Prova de Conceito no valor de 150 000 euros cada podem ser utilizadas, por exemplo, para fixar direitos de propriedade intelectual, investigar oportunidades de negócio ou efetuar uma validação técnica.

O Comissário para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, afirmou: «A inovação europeia exige um enquadramento sustentável que só a excelência científica pode assegurar. As bolsas para a "Prova de Conceito" permitem aos investigadores fazer a ponte entre os laboratórios e o mercado. Estas bolsas permitem assim apoiar a investigação fundamental com impacto na vida real dos cidadãos e gerar novas oportunidades de emprego e produtos europeus.»

Os projetos distinguidos são provenientes da investigação e abrangem um vasto conjunto de matérias em Ciências Físicas e Engenharia, Ciências da Vida e Ciências Sociais e Humanas. Em 2015, o CEI recebeu 339 candidaturas a este financiamento adicional e atribuiu bolsas no valor de 20 milhões de euros.

Contexto

O Conselho Europeu de Investigação, criado pela União Europeia em 2007, é a primeira organização europeia de financiamento da excelência na investigação fundamental. Todos os anos, seleciona e financia investigadores criativos de qualquer nacionalidade e idade, no sentido de gerir projetos ambiciosos baseados na Europa. O CEI contribui para atrair para a Europa os melhores investigadores de todo o mundo.

Até à data, o CEI financiou mais de 5 000 investigadores de alto nível, em várias fases das suas carreiras e dispõe de um orçamento de mais de 13 mil milhões de euros para o período 2014-2020 e faz parte do programa de investigação e inovação da UE, o Horizonte 2020, pelo qual é responsável o Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas.

Ligações úteis

Sítio Web do Conselho Europeu de Investigação

Encontrar projetos financiados pelo CEI

Programa-Quadro da UE de Investigação e Inovação «Horizonte 2020»

 

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