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Parlamento Europeu elege Comissão Juncker por 423 votos a favor, 209 contra e 67 abstenções

quinta-feira , 23 Outubro 2014

Parlamento Europeu elege Comissão Juncker por 423 votos a favor, 209 contra e 67 abstenções

O Parlamento Europeu aprovou ontem a nova Comissão Europeia, apresentada por Jean-Claude Juncker, por 423 votos a favor, 209 contra e 67 abstenções. A equipa precisa agora de ser nomeada pelo Conselho Europeu, que se reúne quinta e sexta-feira em Bruxelas, para poder entrar em funções no dia 1 de novembro. O mandato é de cinco anos.

Jean-Claude Juncker apresentou ao Parlamento Europeu a sua equipa de 27 comissários indigitados e o respetivo programa de trabalho: Mensagens principais do discurso de Jean-Claude Juncker no Parlamento Europeu

Após um debate com os eurodeputados, o Parlamento procedeu à votação da Comissão, sendo necessária uma maioria simples (maioria dos votos expressos). A Comissão chefiada por Juncker foi aprovada por 423 votos a favor, 209 contra e 67 abstenções.

Jean-Claude Juncker foi eleito a 15 de julho para liderar o futuro executivo comunitário por 422 votos a favor, 250 contra e 47 abstenções.

O Presidente, o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e os demais membros da Comissão são colegialmente sujeitos a um voto de aprovação do Parlamento Europeu. Com base nessa aprovação, a Comissão é nomeada pelo Conselho Europeu, deliberando por maioria qualificada.

Caso seja nomeada pelos chefes de Estado e de governo na cimeira europeia de 23-24 de outubro, a nova Comissão entrará em funções no dia 1 de novembro.

 

Intervenções dos líderes dos grupos políticos

Para Manfred Weber (PPE, DE), os cidadãos desempenharam um papel central no processo de eleição da nova Comissão: "A democracia europeia deu um grande passo", sublinhou, acrescentando que agora é tempo de "começar a trabalhar para a estabilidade europeia, para o crescimento e nas questões da imigração".

Gianni Pittella (S&D, IT) afirmou que "hoje, o pior inimigo da Europa não é o populismo mas a falta de coragem dos nossos líderes europeus": "Nós, no grupo dos Socialistas e Democratas, iremos encorajá-lo e seremos o espírito crítico da maioria", disse, dirigindo-se a Jean-Claude Juncker.

"Saudamos o facto de não estar desesperadamente à procura de 27 lugares para 27 pessoas", disse Syed Kamall (ECR, UK) a Juncker, elogiando-o por ter apresentado "uma equipa coesa e focada nos resultados".

Guy Verhofstadt (ALDE, BE) manifestou o seu "claro sim" à nova Comissão, desejando que a sua ação seja "diferente da anterior": "Esperamos uma Comissão com ambição e visão, que nos leve a sair da crise, e não um secretariado do Concelho", frisou, insistindo na necessidade de "uma estratégia credível para o investimento e o crescimento".

Neoklis Sylikiotis (CEUE/EVN, CY) afirmou, por seu turno, que o colégio de comissários proposto mostra que a nova Comissão irá apoiar as políticas neoliberais que levaram ao desemprego, à austeridade severa e à asfixia das pequenas e médias empresas.

"O meu grupo irá dizer não à Comissão Juncker", disse Rebecca Harms (Verdes/ALE, DE), justificando que "apenas a decisão de manter a pasta [da Educação, Cultura e Juventude] ao senhor Navracsics é razão suficiente". A eurodeputada criticou também a abordagem da nova Comissão face à política climática e a ausência de prioridades em relação ao desenvolvimento sustentável.

Nigel Farage (EFDD, UK) manifestou também a sua reprovação: "Nós votaremos contra esta forma de governo antidemocrática", disse, acrescentando que "esta será a última Comissão Europeia a governar a Grã-Bretanha, porque dentro de cinco anos esta estará fora da UE".

Harald Vilimsky (NI, AT) afirmou:"Tal como não lamentamos a partida do senhor Barroso, também não estamos particularmente entusiasmados com a chegada do senhor Juncker". Para o eurodeputado, "nem um, nem outro, foram os candidatos do povo", representando sim "a tecnocracia".

 

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