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Lacunas na informação atrasam progressos no ensino superior em muitos países da UE

sexta-feira , 23 Maio 2014

De acordo com as conclusões de um relatório Eurydice hoje publicado, o número de países que utilizam as informações recolhidas sobre o ensino superior para modernizarem as suas universidades e aumentarem as oportunidades oferecidas aos estudantes é insuficiente. O relatório «Modernisation of Higher Education in Europe: Access, Retention and Employability» analisa as medidas tomadas pelos governos e estabelecimentos de ensino superior para alargar o acesso aos estudos superiores, aumentar o número de estudantes que concluem um curso superior (continuação dos estudos) e ajudá-los a entrar no mercado de trabalho (empregabilidade). Participaram no estudo mais de 30 países: Estados-Membros da UE, com exceção do Luxemburgo e dos Países Baixos, e ainda Islândia, Liechtenstein, Montenegro, Noruega e Turquia.

«O ensino superior tem de continuar a procurar soluções para as áreas deficitárias: por exemplo, pretendemos promover mais a diversidade na população estudantil. As universidades têm de atrair mais estudantes desfavorecidos, em especial provenientes de meios com rendimentos baixos, com deficiência, com estatuto de migrante ou de etnias diferentes. Além de promover uma maior diversidade, a recolha de dados pertinentes pode contribuir para uma melhor avaliação do impacto das nossas prioridades políticas e para alterar o rumo, se necessário. Temos de passar a utilizar os dados e a informação de forma mais proativa para conseguirmos processos de tomada de decisão fundamentados», declarou Androulla Vassiliou, Membro da Comissão responsável pela pasta da Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude.

O relatório mostra o seguinte:

Apesar de haver vários países que recolhem informações sobre a população estudantil, a análise dos dados está frequentemente desligada de objetivos concretos (garantir o acesso de estudantes de meios desfavorecidos ao ensino superior) e muitos países desconhecem se a sua população estudantil está a diversificar-se (ver figura 1).

Muito poucos países [BE(fl), IE, FR, LT, MT, FI e UK (Escócia)] estabeleceram metas para melhorar o acesso das pessoas originárias de grupos subrepresentados ao ensino superior, como as pessoas de meios com baixos rendimentos.

A nível europeu, cerca de metade dos sistemas de ensino superior dispõem de programas de acesso para os alunos que não saem diretamente do ensino secundário (BE, CZ, DK, DE, IE, FR, AT, PL, PT, SI, SE, SK, UK, IS e HR) e atribuem créditos de acesso ao ensino superior que reconhecem o valor da aprendizagem prévia dos estudantes (também em ES, IT, LI, FI e NO). No caso das medidas que visam alargar as possibilidades de acesso ao ensino superior é bem visível a clivagem geográfica, continuando a predominar nos países do Norte e Oeste europeu.

Um número significativo de países não calcula sistematicamente a taxa de conclusão e/ou de abandono dos estudos. Entre estes incluem-se os países que dispõem de políticas direcionadas para a continuação e a conclusão dos estudos, mas que apresentam uma manifesta falta de dados de base para analisar o impacto dessas políticas.

Na grande maioria dos países, os estabelecimentos de ensino superior têm de apresentar dados sobre a empregabilidade (por exemplo, taxas de emprego dos seus diplomados, forma como desenvolvem as competências necessárias para esses diplomados encontrarem trabalho) para efeitos de sistema de garantia da qualidade. No entanto, as informações relacionadas com o acompanhamento da evolução dos estudos universitários são ainda assim raramente utilizadas para desenvolver políticas de ensino superior.

A utilização do sistema de garantia da qualidade para promover objetivos políticos fundamentais com vista a um acesso mais alargado e taxas de continuação e de conclusão de estudos mais elevadas pode contribuir para monitorizar os percursos estudantis e identificar de que forma os estabelecimentos de ensino superior (por exemplo, universidades, escolas superiores) usam esses dados para alimentar um ciclo de melhoria da qualidade.

Contexto geral

O relatório «Modernisation of Higher Education in Europe: Access, Retention and Employability» aborda as políticas e práticas relacionadas com a experiência de estudante do ensino superior em três etapas: acesso, o que obriga a conhecer a oferta de cursos superiores, as condições de admissão e o processo de admissão; progressão no programa de estudos, incluindo o apoio que pode ser prestado em caso de problemas; e transição dos estudos superiores para o mercado de trabalho.

A Agenda para a modernização do ensino superior, da Comissão, insiste nas questões ligadas aos percursos universitários flexíveis, na forma de garantir a eficácia e a eficiência do ensino superior e na oferta de competências que assegurem a empregabilidade dos estudantes, de modo a facilitar a passagem para o mercado de trabalho após a conclusão dos estudos.

Eurydice

O objetivo da Rede Eurydice é compreender e explicar a organização e o modo de funcionamento dos vários sistemas de ensino existentes à escala europeia. Fornece descrições dos sistemas de ensino nacionais, estudos comparativos dedicados a temas específicos, indicadores e dados estatísticos. Todas as publicações da Rede Eurydice estão disponíveis, gratuitamente, no sítio Web Eurydice ou, mediante pedido, em formato papel. Com o seu trabalho, a Rede Eurydice visa promover a compreensão, a cooperação, a confiança e a mobilidade a nível europeu e internacional. Esta rede, composta por unidades nacionais localizadas nos países europeus, é coordenada pela Agência de Execução relativa à Educação, ao Audiovisual e à Cultura (EACEA). Para saber mais sobre a Rede Eurydice, consultar http://eacea.ec.europa.eu/education/eurydice.

Para mais informações:

O texto integral do relatório está disponível em inglês no sítio Web Eurydice

Comissão Europeia: Education and training

Sétima - Tecnologias da Informação e Comunicação Lda