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UE e Turquia iniciam nova ronda de negociações

terça-feira , 5 Novembro 2013

Segundo notícia hoje publicada na TSF, a saúde económica da Turquia e a crise económica europeia podem ser os trunfos necessários para a desejada adesão do país à União Europeia.

É um processo que se arrasta há vários anos, com reservas e travão de Bruxelas, que tem exigido a Ankara mudanças do ponto de vista das liberdades, dos direitos humanos e do caráter não exatamente conforme ao modelo europeu da democracia turca. Junta-se a estes fatores a questão cipriota.

Em declarações à TSF, o embaixador da Turquia junto da União Europeia acredita que alguma coisa pode ter mudado e Selim Yenel vê na crise uma oportunidade para virar as negociações.

«No passado diversos países argumentavam contra a entrada da Turquia por causa da situação económica, porque éramos muito pobres. Mas, agora que fizemos um forte progresso, o argumento económico já não faz parte do debate. Na verdade, muita gente está a dizer que a Turquia vai contribuir para a União Europeia. Acreditamos que, quando a Turquia estiver pronta para entrar, essa contribuição vai ser ainda maior. E talvez possa até contribuir para o orçamento, como um contribuinte líquido», defende.

O principal negociador junto da União Europeia entende que a Turquia enfrenta agora os argumentos políticos da União Europeia e apela a uma oportunidade: «sabemos o que temos de fazer. Há seguramente passos que temos de seguir. Nós compreendemos isso. Mas, nós precisamos de uma oportunidade justa».

Mas Selim Yenel sabe que a Turquia enfrenta duras negociações, especialmente por causa da divisão da Ilha de Chipre, ocupada pela Turquia em 1974.

«A União Europeia encerrou unilateralmente seis capítulos da negociação. E, além disso, existe a posição dos franceses que, no tempo de Sarkozy, encerraran cinco capítulos negociais e abriram apenas um. Os outros permanecem fechados. Não percebemos esta situação. Nós temos esperança de encontrar uma solução para a questão de Chipre para podermos avançar. Mas então precisamos que a França também avance nas negociações», explica.

São elementos que fazem com a que a entrada da Turquia na União Europeia permaneça uma incógnita e em Bruxelas ninguém arrisca uma data para ter o governo de Ankara com assento no Conselho Europeu

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